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Meus 3 dias em Jerusalém

4 de agosto de 2018

Jerusalém está localizada na região montanhosa de Israel, no topo do Monte Moriah, próximo a Tel Aviv.

Apesar de viver em constante conflito por território, a capital do país é sagrada para as três maiores religiões: judaísmo, cristianismo e islamismo. Isso porque, abriga importantes símbolos religiosos para todas. Sendo assim, eles vivem em paz, no mesmo lugar e essa coexistência é uma das coisas mais lindas de se ver.

Uma brevíssima história

Há registros na Torá (o livro sagrado para o povo judeu) e também no antigo testamento (para os cristãos), que logo após uma disputa militar, no século X a.c., o rei David fez de Jerusalém, a capital do país.

Salomão, filho do rei David, construiu o primeiro templo, de grande importância para o povo judeu pois era ali que estava a arca da aliança, uma espécie de baú, onde ficavam os 10 mandamentos.

Depois de um tempo em paz, o templo foi destruído e os judeus expulsos de Jerusalém, e assim, se tornaram escravos na Mesopotâmia (atualmente, Iraque).

Enfim, após 50 anos de escravidão, foi construído o Segundo Templo. Posteriormente, em 70 d.c., o segundo templo foi destruído pelos romanos.

Ainda, houve outra revolta, sob domínio do Imperador Adriano,  em que ele construiu vários templos sobre lugares sagrados e proibiu os judeus de entrarem, foi nesse momento que aconteceu a diáspora, ou seja, uma dispersão dos judeus pelo mundo.

Inegavelmente, são muitos acontecimentos para um só lugar, com mais de 3000 anos de vida e história, Jerusalém já foi destruída 2 vezes, 23 vezes sitiada, 52 vezes atacada e 44 vezes capturada e recapturada.

Para os islâmicos, o lugar também é sagrado, pois segundo a história, Maomé subiu aos céus em uma escada milagrosa. Enquanto para os cristãos, a cidade também é importante e consagrada por ser onde Jesus foi sacrificado.

O primeiro dia

Antes de mais nada, como já disse aqui, invadi uma viagem pronta, que tinha como objetivo, mostrar a história da minha família.

Sendo assim, minha viagem foi menos turística do que o normal.

No primeiro dia que fui a Jerusalém, fui ver onde meu bisavô morou, onde ele trabalhou, enfim, lugares importantes para a família.

Como passeio turístico, conheci o Shuk Mahané Yehuda, um mercado que embora mais bonito que o de Tel Aviv, é um pouco mais caro.

Pouco depois, fomos em restaurante tradicional chamado Sima, mas a verdade é que não curti meu prato: schawarma com fritas.

Por mais que o prato principal estivesse ruim, a entrada estava divina, um rodízio de mini saladas, aliás, diversos restaurantes que fui, ofereciam a entrada assim.

Por fim, para fechar o dia, fomos ao museu da ciência, que é ótimo se você está com crianças, pois eles possuem vários brinquedos e experiências.

Definitivamente, não é o tipo de passeio que eu faria, mas para as crianças foi um super passeio, eles se divertiram muito.

Portanto, se você viaja com pequenos, principalmente num calor de rachar, esse museu é uma boa pedida.

Logo depois, pegamos nosso motorista e voltamos para Tel Aviv.

Fotos

O segundo dia em Jerusalém

É provável que, esse  fosse um dos dias mais esperados, era o dia de conhecer a cidade antiga.

Conforme já foi dito, Jerusalém é de grande valor para as três maiores religiões, pois abriga o muro das lamentações (o que restou do segundo templo), o Domo da Rocha (monumento islâmico mais antigo do mundo ainda em pé) e o Santo Sepulcro (local onde Jesus foi crucificado).

A Old City, a cidade murada dividida em 4 bairros: judaico, cristão, árabe e armênio.

Ela possui diversas entradas, mas precisamente, 9 portões, dentre os principais estão:  Portão de Jaffa, o que eu entrei e está alinhado ao porto em Tel Aviv; o portão de Leão, para quem pretende dar início a visita pelo caminho percorrido por Jesus para a crucificação; e o portão de ouro, que está fechado, aguardando a chegada de Messias.

A cidade antiga

A viagem com crianças fica um pouco limitada, visto que, elas sentem calor, fome, cansaço, vontade de ir ao banheiro, e tudo pára por conta delas.

Eu entrei nessa sabendo de tudo isso, e embora soubesse de todas as dificuldades, queria muito conhecer Israel e não só isso mas também passar mais tempo com eles, que moram longe e eu tenho pouco contato.

No momento em que a fome bateu,  nosso guia nos levou em um restaurante para comer Schawarma, na Ha – Khurba Square.

Só então, depois de tudo isso, que começamos nosso tour.

Embora o banheiro e a fome atrapalhem um pouquinho, passamos por um lugar que eu amei, chamado Mamilla, um bairro cheio de lojas e próximo a principal atração, e com certeza, onde me hospedaria. Só dei uma passada rápida pelo shopping a céu aberto, mas me pareceu ser um bairro super cool.

Voltamos todo o caminho pois precisávamos começar nosso passeio.

Passamos por lugares que foram destruídos e reconstruídos como por exemplo, uma cidade romana, museu arqueológico Whol, muro das lamentações e seus túneis, Santo Sepulcro e tudo isso com muita correria.

Bairro Judaico

Em primeiro lugar, visitei o Cardo, avenida principal dos tempos romanos e um sítio arqueológico, que já foi destruído e reconstruído como uma cidade romana.

Depois, fui ao museu arqueológico de Whol, uma volta ao tempo do rei Herodes, ou seja, 2000 anos atrás.

Dessa forma, o museu apresenta escavações de casas no período do Rei Herodes.

Logo após, seguimos para o muro das lamentações, o lugar que eu estava mais esperando conhecer, é um pequeno pedaço que sobrou da construção do Segundo Templo. De acordo com a tradição, rezamos e colocamos os desejos escritos para Deus, nos buraquinhos do muro.

Em seguida, partimos para os túneis sob o muro.

Atrás do muro, está a Mesquita de Al-Aqsa, com sua cúpula da rocha, de suma importância para o povo árabe, pois Maomé foi levado ao Monte Moriá pelo anjo Gabriel, e quando subiu ao céu, encontrou todos os profetas que o antecederam.

A alguns anos atrás, com o desenvolvimento do bairro árabe, foi feita uma plataforma elevada para que eles conseguissem rezar virados para a mesquita, pois havia uma ladeira e eles não tinham como ficar subindo toda hora.

Posteriormente, com a criação do estado de Israel, esses túneis foram descobertos e são uma extensão do muro das lamentações.

Fotos
Bairro Católico

Nesse momento do passeio, as crianças já estavam mortas, com muito calor e foi ainda mais corrida.

Então passamos correndo pelo Santo Sepulcro, a igreja construída onde Jesus foi crucificado e de lá, fomos embora.

Fotos

 

Meu terceiro dia

Em um dia em que meus primos resolveram ficar na praia, me tornei autossuficiente, peguei o ônibus sozinha e fui para Jerusalém, assim, queria conhecer coisas novas e já sabia como era a praia.

Aqui, eu não vou a praia sozinha,por exemplo, e isso pra mim foi um passo enorme.

Então, baixei um aplicativo no celular, ele me indicava qual ônibus pegar e o que fazer para chegar onde queria.

O google maps não funcionava por lá, porém indicava esse app, que eu não sei o nome porque é em hebraico, apesar de ser todo em inglês.

Eu queria muito conhecer o Yad Vashem, museu do holocausto, e assim que apareceu a oportunidade, fui.

Então, fui até a rodoviária, e de lá, finalmente, até Jerusalém. Assim que cheguei, só atravessei a rua, e em seguida peguei um VLT.

Foi então que pessoas incríveis começaram a passar pela minha vida.

O VLT custava NIS 5,90, e a maquina só aceitava notas de NIS 20, mas eu não tinha, só tinha nota alta.

Pedi ajuda para duas meninas que não falavam inglês, que não só me ajudaram como também pagaram pra mim.

Como se não bastasse ver o Yad Vashem, ainda consegui ir ao Museu de Israel, que queria muito!

Ainda bem que tirei esse dia, com certeza, me arrependeria muito se não tivesse ido, porque estaria deixando de lado lugares incríveis.

Yad Vashem

Cheguei na minha estação e já vi placas indicando como chegar no museu, que não só oferece transfer gratuito para subir e descer a ladeira mas também tem entrada grátis.

Assim que entrei, ouvi o hino de Israel, que se chama HATIKVA e significa esperança. Esperança é a última coisa que eu pensaria ao entrar naquele lugar, afinal, é uma história muito triste, e ainda por cima, contra o povo da minha religião.

Ainda sinto o nó na garganta quando lembro, é de fato, algo que mexe e uma coisa muito forte, por isso, crianças menores de 10 anos, não podem entrar.

A visita conta com objetos, textos e relatos, que sem dúvida, é o que mais mexe com a gente, pois vemos, o sobrevivente contando o que viveu.

Ao terminar a exposição, ouvi o hino mais uma vez, e aí sim, são tempos de esperança para o povo judeu, já que a exposição termina junto com a libertação.

Por fim, ainda há uma sinagoga, uma sala preta em homenagem aos mortos e também tem, o pior de tudo, uma parte em homenagem as crianças que morreram no holocausto.

Foi bem pesado, saí de lá com muita dor de cabeça, mas não me arrependo em nada. Com toda a certeza, tem que ir!

Fotos – Yad Vashem
Museu de Israel

Por mais que tivesse hora para voltar, ainda tinha um tempinho e fui direto para o Museu de Israel.

Mais uma vez, surpreendentemente, pessoas incríveis cruzaram meu caminho.O motorista do ônibus não tinha troco e pediu que eu trocasse com algum passageiro, ninguém trocava.

Até que um homem falou que eu não tinha que pagar, pois se ele não tinha troco, o problema era dele, embora eu não tivesse tanta certeza quanto a isso.

Foi então, que inesperadamente, uma moça falou que pagaria o meu, pois se algum fiscal passasse, eu pagaria uma super multa.

Em seguida, essa mesma mulher perguntou pra onde eu estava indo e falou para eu descer com ela, que estava indo para o museu ao lado.

Surpresas que aconteceram pelo caminho..

Queria muito ver a escultura do AHAVA(amor), feita pelo americano Robert Indiana, o mesmo que fez Love em NYC.

Paguei uns NIS 40,00 e o passeio foi super rápido, não tinha tanto tempo, mas adorei o que eu vi. Além disso, foi ótimo pra desfocar do holocausto.

Esse é o principal museu do país, foi construído em 1965 para guardar os manuscritos do mar morto, posteriormente foram chegando outros fragmentos da Bíblia. Ele é dividido Arqueologia, Arte e Vida Judaica e Belas Artes, isto é, são três áreas de exposição.

Vi algumas exposições, como por exemplo, de moda, o jardim das esculturas, quadros modernos e manuscritos do mar morto. Foi bem corrido, pois ainda tinha que estar em Tel Aviv por volta das 18:00 horas.

Confesso que passei batida pelo museu, ou seja, vi o que queria e matei o tempo vendo todo o resto rápido.

Além disso, ainda possui uma área para crianças.

Fotos – Israel Museum

 

De Volta

Logo que deu minha hora, voltei para a rodoviária, rumo a TLV.

 

Graças a  Easy sim 4 U,  passei a viagem inteira conectada, com chip de internet ilimitada que funciona em mais de 140 países.

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