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Dois dias em Santorini

14 de maio de 2020

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Quando se pensa em Grécia, logo pensamos em praias paradisíacas, arquitetura branquinha e azul e muita história. Tudo que encontramos em uma das ilhas mais conhecidas do país. Nesse post vou contar como foram os meus dois dias em Santorini.

Como chegar?

Chegamos na ilha através de ferry boat, ou seja, espécie de balsa gigante e fundo chato que faz o trajeto Mykonos – Santorini.

Assim que atracamos no porto, começou a gritaria. Várias vans fazendo transfer para os mais diversos pontos da ilha, a maioria é com serviço compartilhado.

Escolhemos uma que julgamos ter um bom preço, mas o negócio aqui é pechinchar.

O caminho até a cidade é um pouco assustador, estradas em caracol e muito estreitas, em muitos momentos achamos que o motorista ia bater, mas eles estão acostumados e foi tudo bem.

Até nos deixarem em Fira, a capital da ilha e onde ficava nosso hotel, passamos por Kamari, Firostefani e só então Fira.

Como vimos que esse trajeto é meio bagunçado, pedimos que o hotel marcasse um taxi para a volta. Não marcamos direto com o motorista, pois fomos roubadas na cara dura quando o cara não devolveu nosso troco. Não reclamamos porque na hora, não nos demos conta.

Esse trajeto também pode ser feito por avião.

Onde ficar ?

Conforme acabei de citar, escolhi que a gente se hospedaria em Fira.

Li em diversos lugares que o ideal era se hospedar com vista para a Caldeira, isto é, uma depressão vulcânica em forma de caldeirão, e seu centro é a baía em forma de meia lua.

Certamente, ao se hospedar com vista para caldeira, o visual do seu hotel será de tirar o fôlego, porém o seu bolso vai sentir um pouquinho também.

Assim como, se escolher ficar em Oia (lê-se Ía), o extremo norte da ilha, onde tem as casas brancas no penhasco. Lá, o valor é ainda mais alto.

Ignorei tudo isso, e escolhi Fira, o centro da ilha e não me arrependo.

Escolhi um hotel chamado Pelican, que não tinha piscina e nem café na diária. Contudo, tinha tudo que a gente precisava no seu entorno, como por exemplo, farmácia, milhões de restaurantes e o ponto de ônibus.

Eu recomendo esse hotel, ainda mais se estamos falando de uma viagem mais econômica.

Caso você queira uma opção mais romântica e luxuosa, indico o relato da Lívia, do viagens e menus, sobre se hospedar no San Antonio Luxury Hotel.

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Dois dias em Santorini – O que fazer?

Após deixas as malas, sentamos em um lugar ali ao lado do hotel para comer alguma coisa e o escolhido foi um Svoulaki, ou seja, uma espécie de Kebab, bem típico no país.

Depois de matar quem estava nos matando, fui ver o que eu mais queria, Oia.

Oía

A vila mais popular da ilha, onde tem as casa brancas e a igreja com cúpula azul, tudo muito Grécia.

Como Santorini entrou na rotas dos cruzeiros, Oía fica lotadíssima durante o dia e fica difícil andar pela ruas estreitas.

Subimos até lá de ônibus, por estradas apertadas e cheias de curvas. Assim como em Mykonos, os ônibus também saem com hora marcada.

Além de passear pelas lojas e uma livraria bem pequena, com livros em todas as línguas e um terraço com uma vista deslumbrante, não podíamos deixar de ver o por do sol.

Um dos mais famosos do mundo, o sunset em Santorini é um show. Na nossa primeira tentativa, sentamos em um bar com segundo andar aberto, mas não foi a melhor ideia.

Resolvemos então sair e ficamos ao lado da Igreja Ortodoxa e foi lindíssimo. Oía fica quase que impráticavel nesse horário, é preciso chegar cedo e garantir o melhor cantinho.

Em outro dia, voltamos e resolvemos ver o sol se por de um estacionamento. Compramos, uma garrafinha de vinho, um biscoito e aí foi incrível. Estávamos no alto da Amoudi Bay, ou seja, um porto pequeno que tem restaurantes bem bonitos e românticos. Como no verão escurece mais rápido, vale jantar ali.

Ali, também está o Castelo de Oía, ruínas de um castelo que ficam lotadas no fim da tarde para o por do sol, mas como fomos passear lá durante o dia, não voltamos nesse momento.

Oía
Ruas estreitas e lotadas
Libraria Atlantis
Terraço da Atlantis

Fira

O centro de Santoniri, que é onde estava hospedada também é cheio de ruelas, inúmeras lojas. Aliás, é o melhor lugar para comprar souvenir. Afinal, quem não ama uma bugiganga?

Nos perdemos várias vezes por ali, pois é tudo muito igual. Passávamos na mesma rua mais de uma vez.

Se em Mykonos ficamos longe das festas, em Santorini nada mudou, mas pelo menos vimos o movimento da noite, quando passamos na frente de algumas boates.

Diferentemente daqui, que as casas noturnas são totalmente fechadas, lá elas são abertas, as janelas ficam bem abertas e é possível ver como está lá dentro, e então decidir se vale a pena entrar.

Rua de Fira
Night bombando em Fira
Ponto de ônibus

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Dois dias em Santorini – As Praias

Se você acha que vai encontrar praias paradisíacas em Santorini, sinto muito em te desapontar, não vai. Assim, elas são bonitas mas são aquelas que explodem o turquesómetro.

Passei por quatro mas conheci duas.

A ilha tem um sítio arqueológico da Idade do Bronze ligado a civilização minoica, chamado Akrotiri. Pegamos um ônibus até lá, que é de onde sai o barquinho para o passeio das três praias.

Fomos ao lado de Akrotiri mas não conhecemos. Logo pegamos o barco, que pagamos uns 15 ou 20 euros por pessoa para conhecer as praias: Red, White e Black.

A ideia era descer e conhecer as três, mas obviamente, não foi o que aconteceu. Vimos as três, porém só ficamos na Black Beach.

A ilha surgiu a partir da erupção de um vulcão, que aconteceu em 1550 a.c e toda e qualquer sedimentação está diretamente ligada a isso, assim como a cor das pedras e “areia”.

Red Beach

A areia escura dessa praia com as falésias de rocha avermelhada da Red Beach, têm influência da atividade do vulcão. Uma praia sem nenhuma infraestrutura e faixa de areia (pedra) pequena.

A chegada nela é por meio de barquinho, como fizemos, ou a pé, através de uma pirambeira, como é possível ver nas fotos. Dizem que a vista é um fenômeno.

Red Beach

White Beach

Já a White Beach, é acessível apenas por barco. Tem esse nome, devido à suas pedras brancas, no lugar de areia e um paredão de pedra de cor clara.

Essa praia tem um bar, cadeira e guarda sol, mas como o mar estava batendo muito, não tinha como descer no barco.

Pensamos que na volta pararíamos ali, doce ilusão.

White beach
A caminho da Black Beach, saindo da White.

Black Beach

A Black Beach leva essa nome por ter pedras escuras no lugar de areia. Nela, tem mais de um bar, mas escolhemos ficar no primeiro que vimos, o Akro.

Ela também é acessível por terra, inclusive o restaurante que ficamos, era mais arrumadinho e prepara jantares românticos privativos lá.

O mar não é dos mais quentinhos, mas com o calor que estava fazendo, não era difícil mergulhar. Difícil mesmo, era não machucar os pés naquelas pedras. Se você tem aqueles sapatinhos de mergulho, leve!!!

Chegando em Black Beach
Escolhemos ficar no bar Akro, que é esse do vídeo
Um pouquinho mais de Black Beach
e então, um mar cristalino

Perissa e Perívolos

Perissa e perívolos são duas praias vizinhas, que eu sinceramente, não sei aonde começa uma e acaba a outra.

Ficamos só em Perívolos, pois descemos do ônibus ali mesmo, logo que vimos a praia.

É uma praia de mar calmo e areia de pedras pequenas. Apesar disso, é uma praia que parece mais com as nossas, com a faixa de areia mais extensa e muita infra estrutura. Lá, tem muitos restaurantes e até sentamos em um depois, uma escolha totalmente aleatória.

Perívolos
Estrutura da praia

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Outras praias e passeios

A ilha ainda conta com outras praias, que dessa vez, não deu para ir. Espero conseguir fazer tudo isso em uma próxima vez.

Para saber mais sobre outras praias, veja esse post do Planeta Europa.

Santorini ainda conta com um teleférico que liga o porto à Fira. Passamos por ele em uma noite que ficamos passeando pela capital. Depois, procuramos durante o dia, mas não o encontramos.

Por fim, é óbvio que em dois dias, é impossível conhecer bem um lugar, mas deu pra ter uma ideia e ficar o gostinho de voltar.

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