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Um giro rápido por Israel

29 de maio de 2019

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Israel nunca foi o destino dos meus sonhos, mesmo sendo o país do meu pai, meus avós e tios. A família se dispersou há muitos anos e todos esses familiares mais próximos deixaram Israel.

Apesar do meu pai ter feito viagens pra lá algumas vezes desde que está no Brasil, nunca deu pra eu ir junto, seja por motivo de não querer ou por ter que cancelar uma passagem comprada, pois a professora não liberou no último ano da faculdade.

O Tik me inspirou muito a querer conhecer novos destinos, e desde então, não digo não para nenhum destino.

A ideia dessa viagem veio quando meu tio falou que viajaria com 2 dos 3 filhos e seus 5 netos (10 e 7 anos) para mostrar a forma como vivia e mostrar alguns cantinhos importantes para a família.

De primeira, fiquei em dúvida, com medo de não ter tempo para turistar, mas acabei decidindo por ir e agora estou aqui para contar tudo para vocês.

Para quem pensa que Israel é só guerra, eu digo que não é e vocês verão aqui!

Tel Aviv

Tel Aviv é uma cidade praiana banhada pelo Mar Mediterrâneo, um prato cheio para quem curte praticar esportes, isso porque conta com mais de 100 km de ciclovia, 14 km de praia e 320 dias de sol.

Esse pequeno paraíso, ainda é Patrimônio Mundial da UNESCO, porque possui o maior número de construções no estilo arquitetônico Bauhaus.

Tel aviv foi minha base e onde fiquei as 14 noites da minha viagem. Todos os passeios eram feitos no esquema bate e volta, com motorista e guia contratados.

A energia e o clima da cidade, me fizeram querer morar lá um tempo, aliás, me lembrou demais minha cidade maravilhosa, porém sem a violência que temos no Rio.

A praia é calminha e quentinha(no verão, em outras épocas, eu não sei dizer), com uma estrutura de banheiro, restaurante, primeiros socorros.

TLV também é conhecida como a cidade que nunca para, e de fato, oferece milhões de opções para diversão, tanto diurna quanto noturna, que eu conto nesse post

Jerusalém

Jerusalém é a capital do país e fica a uma curta distância de TLV, menos de 1 hora de ônibus,  na região montanhosa de Israel, no topo do Monte Moriah.

Destino de constante briga por território, é sagrada para as três maiores religiões: judaísmo, cristianismo e islamismo. Isso porque, possui importantes símbolos religiosos para todas. Aliás, uma das coisas mais lindas de ver, é o povo vivendo em paz.

Além de toda importância religiosa, Jerusalém possui um história de mais de 3000 anos. Já foi destruída 2 vezes, 23 vezes sitiada, 52 vezes atacada e 44 vezes capturada e recapturada.

Infelizmente, não consegui viver a noite por lá, porque como contei, minha viagem foi de bate e volta. É exatamente por esse motivo, que recomendo que passem umas 2 ou 3 noites na cidade.

Nesse post, eu conto o que fiz nos meus 3 dias por lá.

Galileia

A região da Galileia fica ao norte de Israel. Nela, conheci Akko, Haifa e Cesarea. Fiz os três lugares no mesmo dia e foi bem corrido.

A cidade antiga de Akko tem muita história. Palco de muitas batalhas, já esteve sob o domínio dos cruzados, otomanos e Napoleão já tentou conquistar esse território.

Aqui, eu visitei a cidade antiga e foi uma volta no tempo das Cruzadas, as expedições religiosas com objetivo de conquistar a Terra Santa.

Haifa é um lugar lindíssimo. A terceira maior cidade do país, enquanto seu porto, é o primeiro.

Minha passagem por lá foi para ver o Jardim de Baha´i, um jardim vertical, que é uma das coisas mais lindas que já vi na vida. Não foi possível entrar no jardim, mas pude vê-lo de cima, com um visual maravilhoso da cidade.

Baha´i é uma religião, inspirada na muçulmana, e a cidade é considerada  o Centro Mundial da fé Bahá’í.

Quando achei que meu dia já tinha terminado, nosso ônibus parou em Cesareia, entre Tel Aviv e Haifa.

Ali, eu visitei também somente a parte histórica, as ruínas de um palácio construído pelo Rei Herodes no século I a.c.. O Rei era muito ambicioso e podemos ver isso em todas as suas construções. Ele construiu um lugar com hipódromo, de frente para o mar e com anfiteatro, que funciona até hoje.

Além das ruínas, vi umas pessoas no mar, praticando SUP, também há cafeteria e restaurante, que parecem ser deliciosos.

Massada

Massada é uma fortaleza natural com vista para o Mar Morto, o último ponto de resistência contra os romanos. Entre os anos  150-76  a.c que massada se tornou ,de fato, um lugar seguro. Depois, entre 37-31 a.c., o Rei Herodes ampliou e fez uma obra imponente, e o lugar se tornou seu refúgio.

Após a morte do rei, Massada foi tomada pelos romanos.

O local é considerado símbolo de resistência e coragem dos judeus e é Patrimônio Mundial da Unesco.

Há duas formas de chegar ao topo: trilha e bondinho. A primeira, deve ser muito difícil porém incrível, já que é para ver o nascer do sol lá de cima. Já a segunda, é mole mole fácil fácil, é um bondinho que nos deixa lá.

Atenção: tem horário certo para fazer a pé e quando está muito quente, não é permitido subir caminhando.

Mar Morto

Logo após Massada, fui para o Mar Morto, o ponto mais baixo da Terra, está a 423 m abaixo do nível do mar.

Por conta da sua concentração de sal, é impossível afundar nesse lago, chamado de mar. Outra curiosidade, é que ele tem esse nome, pois não há nenhuma vida nele, devido ao nível de sal.

Quando visitei, imaginava chegar em uma “praia”, mas a visita no Mar Morto parece mais um clube. É um espaço com spa, loja, vestiários, restaurante… eu adorei!

Atenção: se estiver com qualquer arranhãozinho e entrar no mar, vai arder!

Atenção 2: em hipótese alguma, coloque água no seu rosto!

Ainda, dizem que sua lama faz bem pra pele, então vocês verão muita gente passando lama pelo corpo. Além disso, por Israel inteiro, é possível encontrar lama do Mar Morto sendo vendida.

Claro que comprei e claro que me taquei lama, conforme esse post!

Shabat

Shabat é o dia do descanso para o judaísmo, onde não se pode fazer nenhum esforço.

Quando eu digo esforço, me refiro a coisas básicas, como por exemplo, acender uma luz, pegar um elevador, ligar um fogão e uma televisão. É um dia totalmente dedicado a família.

O shabat começa no final da tarde de sexta-feira e termina no final da tarde de sábado, e por esse motivo, muitos lugares fecham cedo na sexta e nem abrem aos sábados.

Por isso, esses dois dias devem ser super bem planejados, para que você não bata de cara na porta.

No meu caso, no primeiro dia, fui para um lugar próximo a Jerusalém chamado Genesis Land, depois segui para uma caverna de Estalactite.

No sábado, fui para o museu de tanques do exército, em Latrum e depois para um parque chamado Mini Israel.

A programação do Shabat

Genesis Land é um passeio que dá uma volta no tempo, localizada no deserto da Judéia, visitamos a tenda de Avraham, conhecido como o primeiro judeu. Ali, fui recebida por ele em sua casa, fiz minha própria pita e ainda tive uma das experiências mais engraçadas da vida: andei de camelo e quase morri de tanto medo!

Em seguida, fui para a caverna Avshalom, que é um passeio lindo e guiado para ver como a natureza é incrível. Trata-se de uma caverna com estalactites e estalagmites, que está localizada entre Tel Aviv e Jerusalém.

No sábado, eu estava zero empolgada para os passeios, mas como as coisas que eu gostaria de fazer não abriam, fui com todo mundo.

O museu dos tanques, trata-se de um pátio enorme com inúmeros tanques de guerra, em Latrum, um antigo campo de batalha. Possui uma coleção de veículos militares e artilharia, incluindo exibições sobre à Segunda Guerra Mundial. Surpreendentemente, eu curti o passeio.

Por fim, o parque Mini Israel… Um passeio caro e não muito interessante, com os principais pontos turísticos de Israel em miniaturas.

Então, esses foram meus dias nesse país incrível, sem dúvida, tive momentos maravilhosos que jamais esquecerei. Agora, já estou pensando na minha volta.

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